Mulherhomem

MULHERHOMEM é Manuel Ribeiro, Manuel Ramos e Manuel Ferreira. Este trio lisboeta desde o lançamento do seu disco “Novecentos” não tem parado de receber os louvores dos críticos com o rock directo, as letras alucinantes e os ritmos frenéticos. E tudo isto apenas com uma guitarra, uma bateria e um lunático na voz.

Ainda não pusemos o CD a rodar e já estamos agradavelmente surpreendidos pela rara capacidade artística da capa deste trabalho. Depois de algum tempo a tentar decifrar o logótipo surge outras das surpresas: o nome. Um dos mais intrigantes e descaracterizadores da música nacional. Quando finalmente se chega à música de Mulherhomem. Novecentos é um trabalho completamente desconcertante, onde as regras e as lógicas da composição são completamente mandadas às malvas. Desde logo o trio não tem baixista. E pelos vistos nem precisa. Pelo menos não precisa para fazer a sua amálgama desenfreada de punk, indie, alternativo, rock e metal onde as palavras, sempre em português, são uma real mais-valia. Como mais valia é o trabalho de Manuel Ferreira. Mais que um vocalista, o homem é a marca da insanidade eletrizante que abunda em Novecentos. Ele canta, grita, berra, sussurra, declama. Tudo com uma alma indescritível e com um sentimento de angústia e demência assombrosos. Musicalmente, os Mulherhomem andam ali entre os Mão Morta e os Murdering Tripping Blues. Mas não se coíbem de ir até outras paragens. Sempre sem regras, numa forma caótica, angustiante e decadente. E não deixam de surpreender, como acontece na secção central de Se o Sufoco Falasse com uma melodia calma que parece vir diretamente da pop dos anos 60 imediatamente compensada pela aproximação aos ritmos alucinantes de Motorhead no tema seguinte, fp232.” IN blog via nocturna

Links:
www.wix.com/mulherhomem/mulherhomem
www.youtube.com/mulherhomem